Família recebe agendamento psicológico pelo SUS dois anos após morte de mulher em Cuiabá; veja vídeo
A família de Sidelia Paula da Silva Soares, de 58 anos, recebeu uma mensagem da rede pública de saúde de Cuiabá informando sobre o agendamento de atendimento psicológico mais de dois anos após a morte da paciente. O caso foi denunciado pela filha, Janaiara Soares, servidora da Defensoria Pública de Mato Grosso.
Sidelia enfrentava depressão e havia procurado atendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o relato da família, a solicitação havia sido feita antes da morte, mas o acompanhamento não ocorreu a tempo.
Sidelia morreu em 8 de agosto de 2024, após cerca de seis meses aguardando o atendimento psicológico solicitado à rede municipal. Em 15 de julho deste ano, quase dois anos depois da morte, a família recebeu uma mensagem informando que o atendimento finalmente havia sido autorizado e agendado para o fim daquele mês.
A situação causou indignação e fez os familiares reviverem o período de luto. Janaiara afirmou que ficou em choque ao receber a mensagem, pois acreditava que o sistema já teria identificado a morte da mãe e retirado a solicitação da fila.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a filha criticou a demora no atendimento e relatou o impacto causado pela mensagem recebida anos depois. Segundo ela, a família passou novamente a lidar com lembranças e questionamentos relacionados ao período que antecedeu a morte de Sidelia.
A mulher era natural de Goiânia (GO), mas vivia em Mato Grosso havia aproximadamente 30 anos, sendo cerca de duas décadas em Cuiabá. Ela era mãe de três filhos e avó de três netos.
O caso ganhou repercussão durante o Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, e levantou questionamentos sobre o tempo de espera para atendimento psicológico na rede pública.
A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá foi procurada para explicar a demora e esclarecer por que o agendamento permaneceu ativo mesmo após a morte da paciente. Até a última atualização das reportagens consultadas, não havia sido divulgado posicionamento do município.
veja vídeo:
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