Interpol procura mãe de irmãos desaparecidos no Maranhão após suspeita de que estejam entre 163 crianças resgatadas; Veja vídeo
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, ganhou uma nova frente de investigação após a Interpol oferecer apoio para auxiliar nas buscas pelas crianças. Os dois estão desaparecidos desde janeiro deste ano, em Bacabal, no Maranhão.
A movimentação ocorre em meio à tentativa da família de descobrir se Ágatha e Allan podem estar entre 163 crianças e adolescentes recuperados durante uma grande operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos. Até o momento, porém, não há confirmação de que os irmãos estejam entre os menores localizados.
Segundo Nathaly Moraes, advogada da família, o Núcleo de Cooperação Internacional entrou em contato e colocou ferramentas da Interpol à disposição para auxiliar nas buscas e em uma eventual repatriação, caso as crianças sejam encontradas fora do Brasil.
A mãe dos irmãos, Clarice Cardoso, deve participar de uma reunião nesta quarta-feira (9), em São Luís, para alinhar os próximos passos com a equipe de cooperação internacional. O Consulado-Geral do Brasil em Miami também foi procurado para auxiliar no cruzamento de informações sobre as crianças recuperadas nos Estados Unidos.
Operação recuperou 163 crianças
A operação Statewide Shield foi realizada entre os dias 17 e 21 de agosto na Flórida e resultou na recuperação de 163 bebês, crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos.
Segundo as autoridades norte-americanas, os menores localizados estavam expostos a diferentes situações envolvendo abuso, negligência, exploração e outras atividades criminosas. O trabalho de localização também teve desdobramentos para além da Flórida.
A repercussão da operação levou famílias de crianças desaparecidas no Brasil a procurarem as autoridades para verificar se existe alguma possibilidade de identificação entre os menores recuperados.
Irmãos desapareceram há oito meses
Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Na ocasião, eles saíram para brincar acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos.
O primo também desapareceu, mas foi encontrado com vida três dias depois, debilitado e desorientado. Ágatha e Allan, entretanto, nunca foram localizados.
O desaparecimento mobilizou mais de mil pessoas, entre policiais, bombeiros, militares, voluntários e moradores da região. Buscas foram realizadas em áreas de mata, rios, lagos e propriedades rurais, mas nenhuma pista conclusiva sobre o paradeiro dos irmãos foi encontrada.
O apoio da Interpol abre agora uma possibilidade de cruzamento internacional de informações. Apesar da esperança da família, as autoridades ressaltam que ainda não existe qualquer confirmação de que Ágatha e Allan tenham deixado o Brasil ou estejam entre as 163 crianças recuperadas nos Estados Unidos.
veja vídeo:
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