Família de Sinop é sepultada junto com cachorrinha após tragédia na BR-163
Antônio Pedro Zardin Filho, de 42 anos, e as filhas Maria Fernanda, de 15, e Maria Carolina, de 11 anos, foram sepultados na manhã desta quarta-feira (9), em Bela Vista, Mato Grosso do Sul, após morrerem em um grave acidente na BR-163. Junto da família também foi enterrada Lola, a cachorrinha que acompanhava os três no momento da colisão.
A despedida reuniu dezenas de familiares e amigos em um cortejo marcado por forte comoção. Lola, uma fox paulistinha muito apegada a Antônio, recebeu uma pequena urna funerária e foi velada ao lado do tutor e das meninas. Familiares relataram que Antônio e a cadelinha eram praticamente inseparáveis.
Antônio e as filhas viviam em Sinop havia cerca de oito meses. A família havia se mudado para Mato Grosso após enfrentar outra perda: Cristina Machinski, esposa de Antônio e mãe das adolescentes, morreu em janeiro de 2025 após lutar contra um câncer.
Na manhã de segunda-feira (7), Antônio, as duas filhas e Lola viajavam em uma Ford Ranger pela BR-163, na região de São Gabriel do Oeste (MS). O destino era Campo Grande, onde participariam do velório de Márcio Machinski, avô materno das meninas e sogro de Antônio.
Durante o trajeto, a caminhonete se envolveu em uma colisão com uma carreta. Antônio e Maria Fernanda morreram ainda no local. Maria Carolina chegou a ser retirada com vida e encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Lola também morreu no acidente.
Equipes da concessionária Motiva Pantanal, Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Polícia Rodoviária Federal participaram do atendimento. O chamado para a ocorrência foi registrado por volta das 8h45.
A tragédia causou grande repercussão em Sinop e em Bela Vista, cidade de origem da família. Durante o velório, realizado na terça-feira (8), os quatro permaneceram lado a lado na mesma sala da capela funerária.
Nesta quarta-feira, familiares e amigos acompanharam o cortejo até o sepultamento. A presença de Lola na despedida chamou atenção e simbolizou, para os parentes, o vínculo que a cadelinha mantinha com Antônio e as meninas.
As circunstâncias exatas da colisão continuam sendo apuradas pelas autoridades responsáveis.
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