Dívida pública supera R$ 10 trilhões e governo pode encerrar mandato com déficit nominal recorde
A dívida pública brasileira ultrapassou a marca de R$ 10 trilhões, enquanto projeções do mercado indicam que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá terminar com o maior déficit nominal da história do país. O cenário é atribuído ao aumento do endividamento e ao elevado custo do pagamento de juros, que continua pressionando as contas públicas.
O déficit nominal representa a diferença entre receitas e despesas do setor público, incluindo os gastos com juros da dívida. Diferentemente do resultado primário, esse indicador considera todas as obrigações financeiras do governo e é utilizado para avaliar a situação fiscal de forma mais ampla.
Segundo especialistas, o principal fator por trás da alta do déficit é o custo dos juros pagos sobre a dívida pública. Mesmo com crescimento na arrecadação, as despesas financeiras permanecem elevadas, aumentando a necessidade de financiamento e contribuindo para a expansão do endividamento.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, também alerta para os desafios fiscais dos próximos anos e projeta continuidade da trajetória de alta da dívida caso não ocorram mudanças no ritmo de crescimento dos gastos públicos. O governo federal, por sua vez, afirma manter o compromisso com o ajuste fiscal e defende medidas para estabilizar a dívida ao longo dos próximos anos.
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