Vídeo mostra advogada e grupo armado invadindo fazenda; oito são detidos em MT
Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada de um grupo formado por uma mulher que se apresentou como advogada e outros sete homens a uma fazenda na zona rural de Planalto da Serra, em Mato Grosso, no sábado (12). A ocorrência terminou com oito pessoas conduzidas à delegacia e a apreensão de armas e centenas de munições.
Nas imagens, vários veículos chegam à propriedade. Segundo o boletim de ocorrência citado pela imprensa, integrantes do grupo conversaram com o caseiro e teriam determinado que ele deixasse o imóvel. Outras pessoas aparecem posteriormente entrando na área.
A Polícia Militar foi acionada após receber uma denúncia de que pessoas armadas estariam tentando ocupar a fazenda. Equipes da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar de Chapada dos Guimarães e da Força Tática do 1º Comando Regional foram até o local.
Durante a abordagem, uma mulher se apresentou como advogada e teria informado aos policiais que o grupo estava realizando uma reintegração de posse.
Segundo o registro policial, porém, os militares verificaram que não existia decisão judicial autorizando uma reintegração naquele momento. Diante da situação, a ocorrência foi inicialmente tratada pela PM como possível esbulho possessório.
Armas e centenas de munições são apreendidas
Durante as buscas, os policiais encontraram duas pistolas, um revólver, uma espingarda e um simulacro de arma de fogo.
Também foram apreendidas aproximadamente 250 munições, rádios comunicadores e outros materiais que, segundo a Polícia Militar, estavam com o grupo.
As oito pessoas envolvidas foram levadas para a Delegacia de Polícia Civil de Chapada dos Guimarães, juntamente com o armamento e os objetos apreendidos. O caso passou a ser apurado pela Polícia Civil.
Proprietários contestam versão da PM
Após a divulgação da ocorrência, pessoas que se identificaram como proprietárias da fazenda apresentaram uma versão diferente.
Segundo a manifestação divulgada pelo HiperNotícias, eles afirmam que não houve invasão nem tentativa de esbulho possessório e sustentam que simplesmente chegaram à própria propriedade, cuja posse dizem exercer há mais de 35 anos.
Os proprietários também contestam a versão de que o caseiro teria sido expulso do imóvel. Segundo eles, o funcionário não estaria presencialmente na propriedade quando o grupo chegou e acompanhava a movimentação por meio das câmeras.
A manifestação afirma ainda que parte das armas e munições encontradas pertenceria ao próprio caseiro. Essa informação, assim como outras acusações apresentadas pelos proprietários, ainda não foi confirmada de maneira independente pelas autoridades.
A Polícia Civil deverá esclarecer quem detém efetivamente a posse da área, a origem das armas e munições, a situação das pessoas conduzidas à delegacia e se houve ou não crime durante a entrada do grupo na propriedade.
veja vídeo:
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