Vereadora da causa animal recebe caixa com cão morto em gabinete no RS; veja vídeo
Encomenda com bilhete irônico foi entregue por motorista de aplicativo; Deza Guerreiro (PP) gravava vídeo para redes sociais quando abriu a caixa e encontrou o animal. Polícia Civil investiga o caso como intimidação.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga um grave episódio de intimidação ocorrido na Câmara Municipal de Novo Hamburgo na manhã de segunda-feira (6). A vereadora Deza Guerreiro (PP), amplamente conhecida por sua forte atuação na defesa e proteção dos animais na região do Vale do Sinos, recebeu em seu gabinete uma caixa fechada contendo o cadáver de um cachorro de pequeno porte. O caso foi registrado como ameaça e crime de maus-tratos.
O momento da entrega e a surpresa
A encomenda suspeita chegou à recepção da Câmara por meio de um motorista de transporte por aplicativo, que apenas realizou o serviço de entrega regular e não tem ligação com o crime. Preso à embalagem, havia um bilhete impresso com os dizeres irônicos: “Com carinho para proteger os animais”.
Como a parlamentar promove campanhas frequentes de arrecadação de agasalhos e rações, ela e sua equipe acreditaram que se tratava de uma doação legítima. Deza Guerreiro chegou a iniciar a gravação de um vídeo alegre para suas redes sociais para agradecer pelo pacote. A gravação foi interrompida abruptamente pelo choque ao abrir um saco plástico preto no interior da caixa e se deparar com o corpo do cão, que apresentava diversos ferimentos pelo corpo.
Reações e notas oficiais
Visivelmente abalada, a vereadora usou os canais digitais nas horas seguintes para classificar o episódio como um “ato de terrorismo psicológico” e um atentado direto ao seu mandato. Em pronunciamento oficial, a parlamentar garantiu que a violência não irá paralisar as suas frentes de atuação legislativa.
A presidência da Câmara Municipal de Novo Hamburgo emitiu uma nota oficial de repúdio imediato ao ocorrido. O legislativo classificou o ato como uma agressão inaceitável à democracia e ao livre exercício do mandato público. Como primeira resposta institucional, a mesa diretora ordenou o reforço nos protocolos de identificação na portaria e a restrição no recebimento de volumes externos sem checagem prévia.
Investigação em andamento
O corpo do animal e o bilhete foram recolhidos pela perícia técnica. A Polícia Civil já iniciou os trâmites para rastrear o usuário que solicitou a corrida do aplicativo de entregas e analisar as imagens das câmeras de monitoramento do entorno do prédio público. Até o momento, nenhum suspeito foi formalmente preso.
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