Polícia prende cinco suspeitos de aplicar golpe do falso gerente bancário; veja vídeo
Cinco pessoas foram presas preventivamente nesta sexta-feira (4) durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra um grupo suspeito de aplicar o chamado “golpe do falso gerente bancário”. A Operação Tripeiros cumpriu ainda cinco mandados de busca e apreensão em Planaltina (DF) e Planaltina de Goiás (GO).
Segundo a investigação, os suspeitos entravam em contato com clientes se passando por funcionários de instituições bancárias. Durante as conversas, utilizavam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a fornecer informações pessoais ou acessar páginas falsas que simulavam os ambientes oficiais dos bancos.
Com os dados obtidos, o grupo conseguia realizar transferências, utilizar limites disponíveis nas contas e, em alguns casos, até contratar empréstimos sem autorização das vítimas. O dinheiro era rapidamente dividido e enviado para diferentes contas, numa tentativa de dificultar o bloqueio e o rastreamento dos valores.
As investigações identificaram ainda os chamados “tripeiros”, responsáveis por recrutar e administrar pessoas que disponibilizavam contas bancárias para receber o dinheiro proveniente das fraudes. Segundo a PCDF, havia regras internas, percentuais de remuneração e orientações para que os recursos fossem transferidos ou sacados rapidamente.
A polícia também apura indícios de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. Entre as estratégias investigadas estão o uso de contas, empresas e veículos registrados em nome de terceiros. Alguns integrantes ainda exibiam nas redes sociais carros, embarcações, festas e grandes quantidades de dinheiro, apesar de, segundo a investigação, não apresentarem renda formal compatível com o padrão de vida.
Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão analisados pelos investigadores. Os suspeitos poderão responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Civil, as penas máximas somadas podem chegar a 26 anos de prisão.
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