Avião de pequeno porte colide com o arranha-céu mais alto de Pequim e deixa um morto; veja vídeo

PEQUIM (CHINA) – Um avião de pequeno porte colidiu contra a Citic Tower (também conhecida como China Zun), o edifício mais alto da capital chinesa, na noite desta sexta-feira (26). O acidente ocorreu por volta das 18h locais (7h no horário de Brasília) e causou pânico no coração do distrito financeiro de Pequim. O piloto da aeronave morreu no impacto.
O arranha-céu atingido possui 109 andares e 528 metros de altura. O impacto abriu um buraco na estrutura de vidro de um dos andares superiores, provocando a queda de destroços na avenida logo abaixo.

Dinâmica do impacto e vítimas

A aeronave envolvida no acidente foi identificada como um Sunward SA 60L Aurora, um modelo esportivo leve fabricado na própria China, que pesa cerca de 400 kg. O avião transportava apenas o piloto, que não sobreviveu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pelas equipes de resgate.
Apesar da altura da colisão e do derramamento de estilhaços, a estrutura principal da Citic Tower permaneceu intacta. No solo, uma mulher sofreu ferimentos leves na cabeça após os destroços atingirem o táxi onde ela estava. Ela foi socorrida e levada ao hospital consciente.

Rota de voo sob suspeita

Dados de monitoramento de tráfego aéreo apontam que o avião pertencia a uma empresa local focada em treinamentos de aviação e voos turísticos. A aeronave havia decolado de um terminal de cargas localizado a cerca de uma hora de Pequim.
Investigadores preliminares apontam que o plano de voo original foi completamente ignorado pelo piloto. O trajeto apresentou um desvio acentuado e incomum em direção ao centro da metrópole, divergindo totalmente do padrão das últimas seis viagens realizadas pelo mesmo monomotor, que mantinham uma rota periférica e segura.

Isolamento da área e censura nas redes

Minutos após a colisão, forças de segurança da China isolaram completamente o distrito financeiro com grades metálicas de proteção e ordenaram a evacuação total da torre. O trânsito de pedestres e veículos foi restrito nas avenidas circundantes.
Testemunhas relataram que policiais nas ruas passaram a abordar cidadãos para impedir fotografias ou gravações em vídeo da fachada danificada. Paralelamente, plataformas de redes sociais chinesas, como o Weibo e o Douyin, iniciaram uma remoção em massa de postagens, termos de busca e conteúdos audiovisuais relacionados ao acidente, mantendo apenas notas oficiais publicadas por órgãos do governo. As causas que levaram ao desvio e à colisão da aeronave continuam sob investigação oficial.

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