Wellington desafia Pivetta a provar acusações ou renunciar à candidatura

Durante debate na TV Vila Real, candidato contestou afirmação de Pivetta sobre empresa atribuída ao filho e colocou o próprio mandato em jogo caso acusação seja comprovada

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) desafiou Otaviano Pivetta (Republicanos) a provar uma acusação feita contra sua família ou renunciar à candidatura ao Governo do Estado. O confronto ocorreu nesta quinta-feira (1º), durante debate promovido pela TV Vila Real, afiliada da Record.

Wellington reagiu à afirmação feita por Pivetta de que uma empresa madeireira de Colniza, que teria recebido incentivos fiscais do Estado, pertenceria ao filho do candidato do PL. Wellington negou a informação e colocou o próprio mandato de senador em jogo caso Pivetta consiga comprovar a acusação.

“O senhor mentiu ontem dizendo que uma empresa madeireira de Colniza, SGM, que recebeu incentivos fiscais, é do meu filho. Eu quero aqui afirmar a toda a população que essa empresa não é e nunca foi do meu filho. E, se for verdade, eu renuncio ao meu mandato”, afirmou Wellington.

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Na sequência, lançou o desafio diretamente ao adversário: “Eu quero saber se o candidato agora, se ele estiver mentindo, ele também renuncia ao seu mandato”.

Pivetta não respondeu diretamente ao desafio. Durante a tréplica, tentou exibir um documento, o que foi impedido pela organização por contrariar as regras do debate. Depois de ter seu tempo restabelecido, não retomou a acusação sobre a empresa de Colniza nem respondeu se aceitaria renunciar caso não comprovasse a afirmação. Passou a dizer que havia ido ao debate para apresentar propostas.

O embate começou quando Wellington voltou a cobrar uma resposta que, segundo ele, Pivetta já havia deixado de dar em debate anterior. O candidato perguntou ao adversário se sabia a diferença entre renúncia fiscal programática e não programática.

Pivetta teve o tempo regulamentar para responder, mas não explicou a diferença entre os dois mecanismos. Em vez disso, falou sobre o número de indústrias instaladas em Mato Grosso, arrecadação e o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), além de direcionar a discussão para supostos benefícios recebidos pela família de Wellington.

O tema dos incentivos fiscais tem ocupado espaço na reta final da campanha. Dados oficiais da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), utilizados em levantamentos divulgados durante a campanha, apontam que a Natural Pork Alimentos S.A., empresa com ligação empresarial histórica com Pivetta, acumulou aproximadamente R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025.

A Justiça Eleitoral também já rejeitou pedido apresentado por Pivetta para suspender propaganda de Wellington que questionava a concessão de benefícios fiscais e citava aproximadamente R$ 498 milhões relacionados a empresas ligadas ao atual governador.

Wellington sustenta que não é contrário à concessão de incentivos para estimular a industrialização, gerar empregos e agregar valor à produção de Mato Grosso. O candidato questiona, porém, a concentração dos benefícios e defende critérios, transparência e contrapartidas para que a renúncia de receita pública resulte em desenvolvimento para a população.

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