Vídeo de ataque que matou duas mulheres em loja de MS volta a circular nas redes sociais

O caso aconteceu em fevereiro de 2025, mas voltou a repercutir nesta semana após as imagens do ataque circularem novamente nas redes sociais, em meio às mobilizações do Agosto Lilás.

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Karina Corim, de 29 anos, e Aline Rodrigues, de 30, morreram após serem baleadas dentro de uma loja de acessórios para celulares em Caarapó, no sul de Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu na manhã de 1º de fevereiro de 2025, na Avenida XV de Novembro, região central da cidade.

Segundo a Polícia Civil, o autor foi identificado como Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos, ex-companheiro de Karina. Ele entrou armado no estabelecimento, efetuou disparos contra as duas mulheres e, na sequência, espalhou combustível entre as mercadorias e provocou um incêndio.

Após o ataque, Renan foi até os fundos da loja e disparou contra si mesmo. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu depois de ser encaminhado ao hospital de Caarapó.

Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do atendimento médico foram mobilizadas. Aline e Karina foram levadas em estado grave para o Hospital da Vida, em Dourados.

Aline não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no sábado. Karina permaneceu internada por três dias, mas morreu na madrugada de terça-feira, 4 de fevereiro. A morte dela foi registrada como o primeiro feminicídio de Mato Grosso do Sul em 2025.

Imagens do circuito de segurança mostram Renan entrando na loja enquanto Karina, Aline e uma cliente estavam no local. Conforme o depoimento prestado à polícia, o homem ordenou que a cliente deixasse o estabelecimento antes de iniciar os disparos.

Depois de atingir as vítimas, ele retirou da mochila um recipiente com combustível, espalhou o líquido nas mercadorias e ateou fogo. As gravações foram recolhidas e utilizadas pelos investigadores para reconstruir a dinâmica do crime.

Karina e Renan tiveram um relacionamento de aproximadamente dois anos e meio e enfrentavam um término conturbado. No dia anterior ao ataque, ela registrou um boletim de ocorrência por ameaça e solicitou uma medida protetiva.

Segundo a polícia, não houve tempo para que Renan fosse oficialmente notificado antes do crime. Familiares relataram que ele apresentava comportamento agressivo e não aceitava o fim do relacionamento.

O inquérito foi concluído meses depois e apontou que o ataque teria sido planejado. A análise do histórico digital revelou pesquisas relacionadas à fabricação de artefatos incendiários, além de indícios de que Renan monitorava a rotina de Karina e demonstrava ciúmes das amizades mantidas por ela.

A pistola calibre 7,65 utilizada no crime pertencia ao pai de Renan, um policial militar aposentado. Em depoimento, ele afirmou que não autorizou o filho a pegar o armamento. Conforme o delegado Ciro Jales, a arma estava legalmente registrada.

ATENÇÃO: as imagens a seguir mostram cenas de violência e podem ser perturbadoras.

VEJA O VÍDEO:

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