Jovem perde parte de dedo do meio em posto de saúde de Cuiabá após maca quebrar; erro em transporte impede reimplante
Uma mulher de 31 anos teve parte do dedo do meio da mão esquerda amputada após a maca de uma unidade de saúde municipal ceder em Cuiabá (MT). O atendimento, que deveria ser um exame preventivo de rotina na unidade do bairro CPA 3, transformou-se em uma grave lesão quando o equipamento médico colapsou no momento em que ela se posicionava. Para piorar o cenário, falhas graves no protocolo de transporte do membro decepado extinguiram qualquer chance de cirurgia reparadora.
De acordo com o relato da vítima, identificada como Nara Rayane, a maca fechou-se repentinamente sobre sua mão antes que ela conseguisse se acomodar. Nara afirmou que, logo após o ocorrido, uma enfermeira do local chegou a sugerir que o equipamento havia quebrado devido ao peso da paciente, gerando acusações de gordofobia e negligência. “Se sabiam que a maca estava instável ou com defeito, o atendimento jamais deveria ter sido iniciado ali”, desabafou a jovem, que agora teme pelo seu futuro profissional na área administrativa, onde depende diretamente da digitação.
Erro médico e perda definitiva
A gravidade do episódio se estendeu ao socorro. O fragmento do dedo médio amputado no colapso da maca foi armazenado pela equipe em uma sacola plástica comum, sem o devido isolamento e refrigeração por gelo.
Ao dar entrada no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), os cirurgiões ortopedistas constataram que a falta de conservação térmica adequada inviabilizou completamente a realização de um reimplante. Sem alternativas viáveis para salvar o membro, a equipe médica foi forçada a realizar apenas a sutura e o fechamento do ferimento.
Posicionamento oficial
Em nota oficial, a Prefeitura de Cuiabá informou que a Secretaria Municipal de Saúde determinou a retirada imediata da maca da unidade de saúde para a realização de uma perícia técnica. Uma apuração administrativa interna foi instaurada para investigar as circunstâncias do acidente e a conduta dos profissionais envolvidos.
A administração municipal garantiu que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou a transferência ao hospital e que a paciente está recebendo suporte psicológico e acompanhamento multiprofissional. Detalhes específicos sobre as acusações de gordofobia e o erro no transporte do membro não foram detalhados na resposta oficial.
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