Fiscalização encontra cal de construção sendo usada no tratamento de água em MT; veja vídeo

Uma fiscalização realizada nesta terça-feira (18) encontrou sacos de cal hidratada destinada à construção civil dentro de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) de Acorizal, a cerca de 60 quilômetros de Cuiabá. Segundo os órgãos responsáveis pela ação, o produto estaria sendo utilizado no tratamento da água distribuída à população.

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A operação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), pela Vigilância Sanitária Estadual e pelo Procon de Mato Grosso, após uma denúncia encaminhada à 6ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá.

Durante a inspeção, os fiscais encontraram diversos sacos do produto armazenados na estação. Funcionários foram questionados e, conforme o relato registrado pelos órgãos de fiscalização, confirmaram que a cal era utilizada no processo de tratamento da água.

Ainda segundo os funcionários, o produto teria sido adquirido em uma loja de materiais de construção do próprio município. Eles afirmaram que a cal não havia sido utilizada nesta terça-feira porque, naquele momento, a água apresentava boa qualidade.

Os fiscais também entraram em contato com o fabricante indicado na embalagem. A empresa informou que não produz nem comercializa cal destinada especificamente ao tratamento de água para consumo humano e confirmou que o material encontrado na ETA era voltado à construção civil.

Diante da situação, a Vigilância Sanitária interditou todo o estoque encontrado na estação. A Polícia Civil apreendeu uma unidade do produto, que deverá passar por perícia. A concessionária responsável pelo abastecimento também foi notificada e proibida de continuar utilizando o material no tratamento da água.

De acordo com o delegado Rogério Gomes, titular da Decon, a cal pode ser utilizada em determinadas etapas do tratamento de água, desde que o produto seja específico e adequado para essa finalidade. O problema, segundo ele, está no uso de material destinado à construção civil.

A preocupação das autoridades é que a cal utilizada na construção possa conter metais pesados e outras impurezas em concentrações inadequadas para produtos empregados no tratamento de água potável. A perícia deverá ajudar a esclarecer a composição do material apreendido.

A Polícia Civil informou que irá instaurar um inquérito para investigar se a concessionária utilizava o produto de maneira irregular e se a prática poderia ter resultado no fornecimento de água imprópria para consumo humano.

Também deverá ser apurada eventual responsabilidade dos gestores da empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Acorizal.

Até o momento, a fiscalização identificou o uso do produto e determinou a interrupção da prática, mas ainda não há conclusão oficial de que a população tenha consumido água contaminada. Essa questão deverá ser esclarecida durante a investigação e a análise técnica do material.

veja vídeo:

 

 

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