Condenada a mais de 260 anos, ‘Angeliquinha’ é capturada na Bolívia após mais de um ano foragida
Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após permanecer foragida por mais de um ano. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, ela acumula condenações que ultrapassam 260 anos de prisão por crimes como homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.
Apontada pela polícia como uma das lideranças de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, especialmente na região de Alta Floresta, Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Contra ela havia seis mandados de prisão em aberto.
A captura ocorreu em uma ação conjunta entre as forças de segurança de Mato Grosso e da Bolívia, após troca de informações e trabalhos de investigação. Participaram da operação a Gerência de Combate ao Crime Organizado, a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e a Gerência Estadual de Polinter (Gepol).
Entre as condenações, Angeliquinha recebeu pena de 99 anos e 11 meses de prisão, em março de 2025, pelas mortes de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde. Segundo a investigação, as vítimas haviam saído do Paraná para trabalhar em obras de pavimentação e foram torturadas e executadas em 2022 após serem apontadas pelos criminosos como integrantes de uma facção rival. A polícia identificou Angeliquinha como responsável por ordenar as mortes.
Enquanto ela permanecia foragida, a Polícia Civil também deflagrou a Operação Showdown contra integrantes de seu núcleo familiar. As investigações apontaram movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em um período de um ano e sete meses, além de suspeitas de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, extorsões e exploração de garimpos irregulares.
Com a prisão na Bolívia, as autoridades brasileiras agora devem iniciar os procedimentos legais para que Angeliquinha seja trazida de volta ao Brasil e passe a cumprir as ordens judiciais expedidas contra ela.
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