Bebê dado como morto: família surpreende ao descartar negligência médica e faz revelação; veja vídeo

O caso do bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, de apenas um mês, que voltou a apresentar sinais vitais cerca de duas horas após ter a morte declarada na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo, continua repercutindo em todo o país. Apesar da comoção provocada pelo episódio, a família afirmou que não acredita que tenha havido negligência por parte da equipe médica e disse encarar o ocorrido como um verdadeiro milagre.

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Noah nasceu prematuro e com uma fenda palatina, uma malformação congênita que afeta o céu da boca. Desde o nascimento, em 15 de junho, ele permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa de Rio Claro enquanto aguardava transferência para um hospital especializado, onde seria submetido a uma cirurgia. No dia em que completou um mês de vida, o bebê apresentou uma piora no quadro clínico e sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Segundo o hospital, a equipe médica realizou manobras de reanimação cardiopulmonar por aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Como não houve resposta às tentativas de reanimação, o óbito foi constatado. Após os procedimentos legais e o acolhimento da família, o bebê permaneceu por cerca de uma hora na UTI e, posteriormente, foi encaminhado para outro setor enquanto aguardava a chegada da funerária.

Foi nesse momento que aconteceu o episódio que surpreendeu familiares e profissionais de saúde. Ao chegar para recolher o corpo, uma funcionária da funerária percebeu movimentos e sinais de respiração no bebê. Ela imediatamente acionou a equipe médica, que reavaliou Noah, confirmou a presença de sinais vitais e o readmitiu na UTI Neonatal para continuidade do tratamento intensivo. Dois dias depois, com a liberação de uma vaga que já era aguardada anteriormente, o recém-nascido foi transferido para um hospital de referência em Bauru.

Em entrevista, a família afirmou que chegou a ver Noah sem vida. Os parentes relataram que o bebê apresentava coloração arroxeada, característica compatível com a ausência de circulação sanguínea, e que, naquele momento, acreditavam que ele realmente havia morrido. Por isso, disseram não atribuir culpa aos profissionais que participaram do atendimento e afirmaram não acreditar em negligência médica.

Em nota oficial, a Santa Casa de Rio Claro também negou qualquer falha assistencial. A instituição classificou o episódio como “um dos acontecimentos mais inexplicáveis de sua história centenária” e informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos. O hospital destacou ainda que respeita as diferentes interpretações sobre o caso e reconheceu que, para muitos familiares e até profissionais da saúde, o ocorrido é compreendido como um verdadeiro milagre.

O caso segue despertando discussões entre especialistas e autoridades sobre os protocolos de constatação de óbito, embora, até o momento, a Santa Casa sustente que todas as etapas previstas foram observadas e que não há evidências de erro médico. Enquanto isso, Noah permanece sob cuidados especializados, e seu estado de saúde continua sendo acompanhado pela equipe médica.

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